11 de maio de 2010

e miro margaridas e antiguidades



pouso minha mão, suave, sobre sua cabeleira mil vezes trançada e des. agora, é você a menina e eu, imagine, mãe de família, mulher adulta a cuidar de meninos.
queria ser colo, para que suas passagens sejam belas.
volto o tempo. olho o rio de janeiro e o vejo em seus olhos. olho o mar e o vejo em seus olhos. em tudo, sua acolhida. e tudo por se revelar. ultrapasso tempestades adolescentes a descobrir músicas, brincos, biquínis, batons, meias coloridas. e, mais que tudo: que o pão velho continua velho igual amanhã.
você dizia: cada dia procura o frescor do pão novo e deixa o que é velho adormecer tranqüilo. sementes.
a vida é de uma singeleza.
meu olhar despetala os horizontes enquanto.




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2 comentários:

Alvaro Vianna disse...

Me falta essa sutileza. Mas cada um com seu carisma. Ainda procuro o meu.

Fabiana disse...

Ai, V., que essas suas delicadezas põem meu coração de molho em vinho tinto...