27 de fevereiro de 2013

chang dai-chien



barack virág ág

esik. a becsukódo virágok magukba zárnak minden fényt.
de micsoda öröm az ha minden ami él at van itatva
és ujra kinyilik
-- ilyenkor megyek ki a kertbe.


galho com flor de pessegueiro

chove. as flores que se fecham guardam em si toda luz.
mas que alegria quando tudo o que vive está encharcado
e novamente desabrocha
-- nessas horas eu vou ao jardim.

minha avó gostava de pintar. paisagens de lagos entre montanhas nevadas, flores, beija-flores. em geral, copiava pinturas de outros. ou fotos. numa de suas pinturas de flores de pessegueiro, havia uns ideogramas pintados. junto à pintura, ela guardava um papel como se fosse a tradução dos ideogramas orientais para o húngaro. do húngaro, traduzi para o português. as chuvas tropicais e o jardim verde e pleno sempre me lembram esta pintura e este texto.
muitos anos depois de a minha avó já ter morrido, um amigo levou a pintura para seu pai decodificar. e não era nada daquilo que estava escrito. a inscrição dizia sobre um grande general e suas virtudes.
chang dai-chen, por sua vez, assinalado por minha avó como o autor da pintura que ela estava copiando, e talvez do texto, era um falsificador. como falsificador, chang criou obras tão perfeitas que chegaram e ser vendidas por milhares de dólares. suas obras, mesmo depois de serem reconhecidas como falsificações, permaneceram nos museus para serem admiradas. (wikipedia)

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