16 de julho de 2010
era o tempo
é o primeiro dos dias. ontem fui ao rio e vi suas amplas margens abandonadas a um outro estado. ninguém. geladeiras grandes e brancas tão abandonadas quanto, entre as duas pontes.
no salão escuro fiquei sentada de frente para a porta, atrás de mim as janelas por onde se podia ver árvores imobilizadas no abafado do dia. espero.
ela entra. sei que é ela, mas ela não me conhece. senta-se em outra mesa. olhando quem a olha. eu não olho. assim ela não imagina que eu esteja à sua espera.
estamos todos à espera. é o que marca o primeiro dos dias. e hoje é o primeiro de todos os dias, e a primeira hora da manhã deste dia. quando os outros nos encontrarem nos espelhos da parede oposta à janela, saberemos quem somos nós.
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Um comentário:
Eu conheço essas fotos!!
Saudades! De você e da cajuína cristalina em Teresina!
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